Significado menina mulher

Significado de menina-mulher. O que é menina-mulher: Jeito de menina, atitude 'madura' de mulher. O significado do símbolo emoji 👩‍👩‍👧‍👧 é família: mulher, mulher, menina e menina, está relacionado ao família, filho, mãe, menina, mulher, pai, pessoas, pode ser encontrado na categoria emoji: '👌 Pessoas e Corpo' - '👨‍👩‍👧‍👦 família'. O que é Menina-mulher: Jeito de menina, atitude 'madura' de mulher. Exemplo de uso da palavra Menina-mulher: Ela tem 20 anos, é independente, mas não perde seu jeito de menina. Clique aqui para mais definições de Menina-mulher Significado de Menina. f. Criança do sexo feminino. Mulher, nova, delicada e de bôa educação. Tratamento affectuoso que, em família, se dá as pessoas do sexo feminino, crianças e adultas. * Gír. Chave. Menina do olho, a pupilla ocular. * Fam. Menina de cinco olhos, palmatória. * Adj. Diz-se de uma espécie de abóbora. (De menino) Mulher solteira e muito nova. 3. Tratamento afectuoso que, em família, se dá às pessoas de sexo feminino, crianças e adultos. 4. Forma de tratamento que se dirige a uma jovem solteira. 5. [Informal, Depreciativo] [Informal, Depreciativo] Mulher que exerce a prostituição. = MERETRIZ, PROSTITUTA. 6. Significado de Menina no Dicio, Dicionário Online de Português. O que é menina: s.f. Criança ou jovem do sexo feminino; garota. Mulher nova e solteira; jovem, adolescente. Designação de filha: tenho 2 meninas e 1 menino. Tratamento familiar e afetuoso dado a mulheres em idade adulta. adj. mulher Significado de Mulher. substantivo feminino Ser humano do sexo feminino, dotado de inteligência e linguagem articulada, bípede, bímano, classificado como mamífero da família dos primatas, com a característica da posição ereta e da considerável dimensão e peso do crânio. Indivíduo cujas características biológicas representam certas regiões, culturas, épocas etc.: mulher ...

Precisamos Falar sobre o Kevin

2020.08.01 08:09 7asessao Precisamos Falar sobre o Kevin

Precisamos Falar sobre o Kevin

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Na primeira cena visualizamos o passado da protagonista na Tomatina, uma festa cultural espanhola, onde a tradição envolve uma guerra de tomates. A constar do festival, é evidente o contraste das cores nas cenas do filme, a qual a vermelha é presente constantemente. Então, já começamos a elaborar algum significado. O filme por ser um pouco mais parado, me gerou um pouco de medo da monotonia, todavia, as construções das emoções e dos pensamentos dos personagens são bem desenvolvidas a partir do silêncio e uma compreensão cresce em torno do contexto familiar de Kevin.
De acordo com a teoria psicanalítica do desenvolvimento, a infância se passa por estágios psicossexuais, das quais são utilizadas zonas erógenas para o autoerotismo, causando satisfação, bem-estar e as primeiras relações com o mundo com experiências de vínculos afetivos. A primeira fase, relacionada a fase oral, inicia-se do nascimento ao segundo ano de vida, onde a criança tem como principal satisfação o estímulo da via oral, como é no exemplo do filme Precisamos Conversar sobre Kevin, que traz a cena do menino brincando com um metalofone, e enquanto a sua mãe pede para o mesmo repetir as palavras ditas, Kevin se nega e coloca os baquetas do instrumento na boca de forma exploratória. A fase oral não fala exclusivamente da zona erógena em si, mas sobre a relação com o objeto. Dessa forma, fala-se sobre sobrevivência com a busca do alimento, mas também sobre o prazer, incorporações, construção de relações e o desenvolvimento do próprio ego, já que a criança inicia uma percepção de separação entre ele mesmo e a mãe.

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Dos dois aos quatro anos de idade, a zona erógena se desloca para o ânus, o qual coincide com as aprendizagens sobre higiene íntima e a autonomia sobre a retenção e a liberação das fezes e da urina. A satisfação passa a ser relacionada com o que o bebê consegue produzir e controlar. Porém, os pais demonstram entusiasmo e ao mesmo tempo nojo, problematizando a fase anal com repreensões relacionadas ao horário, ambiente e constrangimentos, gerando confusão na criança, a qual pode interpretar o seu ato como positivo ou negativo. Futuramente, a fase anal acaba possuindo uma relação com o controle, o dar e receber e gera uma personalidade passiva ou ativa. Em alguns momentos do filme, deixa-se nítido Kevin defecando na fralda e chamando os pais para limpá-lo, até que, pela alegria dos pais, Kevin consegue utilizar o banheiro de forma independente. Além disso, a mãe, que está projetando o seu escritório com mapas colados por toda a parede, se faz muito satisfeita com o seu ambiente e expressa o seu desejo de torná-lo especial de acordo com a sua personalidade. No instante em que Eva, interpretada por Tilda Swinton, volta para o quarto com a sensação de que o filho está aprontando alguma coisa, olha enraivecida para o cômodo sujo de tinta vermelha da parede ao chão, borrifado com a arma de brinquedo do filho, a quem se desculpa e justifica o seu ato com o argumento de que gostaria de deixá-lo mais especial. Ou seja, tem a ver com a capacidade de produção da criança como um presente de agrado para a mãe.
O Complexo de Édipo ocorre entre o ponto culminante e o declínio da fase fálica por volta dos quatro anos, tem as genitais como zona erógena e é caracterizada pela masturbação infantil – sem o instinto reprodutor – com carícias, exibições, apalpações e curiosidades sobre os órgãos genitais. É um início da descoberta e interesse das diferenças anatômicas entre os sexos, sobre a própria origem no mundo por meio de jogos e perguntas, iniciando uma construção conceptiva sobre a sexualidade. É na fase que a criança quer tocar no próprio corpo e querer ver a genitália do colega. Rock Duer, ator que interpreta Kevin nessa idade, tem um diálogo breve com a mãe sobre sexo, onde a mãe tenta explicar, por meio de teorias fantasiosas, como os bebês nascem e ele retruca agressivamente para desmenti-la e se mostrar conhecedor do assunto.
Após os estágios iniciais, a energia sexual e agressiva é redirecionada para o aumento do interesse pela aprendizagem, atividades e objetos socialmente aceitos, o que torna o investimento sexual disfarçado por esportes, brincadeiras, jogos e geração de novas amizades para reduzir a tensão por meio do mecanismo de defesa da sublimação. Como na fase de latência há uma socialização secundária, o superego age como limite das relações interpessoais e a construção da moral é iniciada. Apesar de Kevin não se interessar por fazer novos amigos e repudia a ideia de ter uma irmã, ele foca em jogos de vídeo game com o pai e expressa intensa alegria ao ser presenteado com um arco e flecha, o qual passa a ser o seu maior entretenimento.
Segundo a psicanálise, o último estágio do desenvolvimento sexual se inicia na puberdade com a fase genital. Enquanto há mudanças biológicas, o autoerotismo é redirecionado para o altruísmo quando o objeto de desejo deixa de ser o próprio corpo e passa a ser um externo para a busca da função reprodutiva. Toda via, as mudanças psicológicas também ocorrem, pois, a fase genital corresponde às relações interpessoais. O filme mostra um intervalo breve de quando, ao abrir a porta do banheiro, Eva flagra Kevin se masturbando, o que causa um constrangimento para a mãe, mas o filho prossegue o ato de forma provocatória.
Primeiramente, o Complexo de Édipo é um padrão universal, que acontece na fase fálica, como já foi mencionado anteriormente, onde também ocorre o fenômeno da castração. O desejo inconsciente da criança pela mãe e da rivalidade com o pai, por ser o seu objeto de desejo e o seu impedimento de acesso ao objeto, respectivamente, é inspirado por meio simbólico de uma lenda grega, por isso o nome. Ele percebe que a mãe tem desejos além dele próprio e começa um processo de identificação com o pai, escolhendo-o como modelo comportamental como reação à castração para ligar-se novamente a mesma e ser reconhecido. A partir desse processo, regras sociais, normas e leis são impostas pelo pai e internalizadas pela criança e um desenvolvimento de separação entre a criança e a mãe é manifestada pela função paterna para construir a estrutura da personalidade de acordo com a forma que a castração foi recebida. Não necessariamente a função materna é a mãe, assim como, a função paterna, o pai. Ambos são representados pelas funções, relações e como são construídas. A função materna normalmente é escolha da criança e é caracterizada pelos cuidados afetivos e atividades, como levar à escola, dar banho e alimentar. Já a função paterna tem a função de frustrar a criança para torná-la capaz de perceber-se como ser individual e separável da mãe.
As diferenças biológicas entre os sexos são percebidas como a presença ou a ausência do pênis, e de forma metafórica e inconsciente, amedronta o menino de perder o mesmo, enquanto a menina tem inveja do órgão genital masculino. Isso significa que o falo é uma representação psíquica relacionada ao poder, onde numa sociedade patriarcal, os homens são enaltecidos e as mulheres lutam por um reconhecimento existencial e buscam o seu lugar de poder.

Momento vitorioso de Kevin nas cenas finais.
A resolubilidade da obra cinematográfica, pelo ponto de vista do Complexo de Édipo, se dá pelas relações interpessoais de Kevin com a sua família. Desde o descobrimento da gravidez, Eva evidencia a quase todo o momento a sua infelicidade de gerar um filho e isso é levado ao telespectador uma interpretação de repúdio de Kevin pela mãe e de afeto pelo pai. Com o desenrolar, observa-se, que na verdade, Eva é o objeto de desejo da criança, a qual utiliza atitudes agressivas e provocatórias para chamar a atenção da mesma.
Quando Eva quebra o braço de Kevin acidentalmente, ambos voltam para casa do hospital com o braço do filho enfaixado e Kevin reage acobertando-a para a médica e para o pai. Em outro momento, Kevin fica doente se mostrando mais compassível ao afeto da mãe, enquanto ela lê um livro para ele, e quando o pai entra no quarto, é a primeira vez em que ele o rejeita pedindo para ele se retirar do cômodo. Na última cena, Kevin está preso e se mostra desesperado com o fato de que vai para o presídio para maiores penais. São momentos, nas quais Kevin se encontra vulnerável, e da para perceber com mais nitidez as suas verdadeiras afeições, principalmente na cena em que ele está estático no meio da rua, observando um cartaz da mãe.
Então, esclarece-se a sua relação com o pai, da qual é superficial e encenado como competição e garantia do afeto maternal. Porém, o pai não possui a função paterna, pois o mesmo encontra-se sempre ausente e passivo em todos os conflitos. Dessa forma, a função paterna é voltada para o descobrimento de uma nova gravidez, gerando uma irmã para Kevin, a personagem chamada Celia; o trabalho de Eva, na qual se debruça dedicadamente e os seus desejos relacionados às viagens internacionais. Basicamente, não há uma solução dos desdobramentos, já que a castração não acontece. Kevin nega e reage à castração a todo momento, incapaz de se ver inseparável da mãe, além de não redirecionar o seu desejo sexual para outras relações amorosas ou interesse em fazer novas amizades, gerando uma estrutura de personalidade perversa com características manipuladoras, sem envolvimentos emocionais e descumpridora das regras sociais sem culpa ou medo.
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2020.07.22 02:48 bils15 Orientação sexual

Olá. Vou TENTAR expressar me ao máximo para q td a gente me consiga entender. Eu tenho uma melhor amiga q a amizade é de 3 anos ou mais, temos bastante intimidade e a nossa relação de amizade e muito boa. Então, eu nunca me tinha sentido atraída sexualmente por nenhuma rapariga até q em 2019 as coisas foram mudando, havia uma festa na cidade dela na qual eu fui dormir na casa dela. Fomos a festa e no outro dia não saímos da cama, ficamos sem fazer nada até q do nada começamos a falar muito perto uma da outra e começamos a nos tocar. Não aconteceu nada mas a verdade é q aquilo estava me a excitar, dava para perceber q ela me estava a “provocar” ou pelo menos eu achei q sim. A mãe dela chamou-nos para irmos comer e não aconteceu mais nada. Durante muito tempo não consegui parar de pensar nisso, até q esqueci. Durante este tempo aconteceram coisas parecidas mas nada além disso. Aprecio muito mulheres mas nunca me envolvi com nenhuma. A pouco tempo atrás “mudei” o meu estilo, comecei a usar roupas mais largas e desportivas, roupas masculinas etc sempre gostei e sinto me mais confortável assim. A minha mãe começou a estranhar mas não disse nada. Hoje a minha melhor amiga namora e eu disse lhe q me sentia atraída por raparigas na qual ela reagiu super bem e disse que ia estar sempre do meu lado. Mas a verdade é q eu n tenho a certeza de nada. O que senti cm ela n senti com nenhuma outra menina. Contei-lhe que me sentia atraída por meninas mas não fui capaz de lhe dizer o que “sentia” por ela, tenho muito medo que quando lhe conte, se contar ela mude comigo e q paremos de falar.
Sou portuguesa e em Portugal rapariga é menina, sei q no Brasil tem outro significado por isso é que estou a esclarecer. Obrigada e espero que tenham entendido.
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2020.07.08 03:33 Abject_Today_3012 Creio ser Demisexual

Conheci esse termo tem poucas horas mas de imediato eu me identifiquei com algumas coisas. Sempre fui um homem hétero, a minha atração por mulheres sempre foi algo claro pra mim, no entanto eu nunca tive nenhum contato íntimo com ninguém. Por um tempo eu comecei a duvidar da minha própria orientação sexual, hoje eu sei que não sinto nada demais então me considero como hétero, mas essa minha orientação não condiz com a minha natureza.
Apesar de sentir atração pelo sexo oposto, não consigo me relacionar com ninguém de forma íntima e pessoal, em festas ou carnaval por exemplo, aparecia uma menina interessada por mim mas eu não estava interessado... não falo nem por coisas levianas como aparência ou sei lá, eu simplesmente não queria ficar com a pessoa, em apps de namoro mesmo que eu tenha dado match com alguém e que essa pessoa pareça interessada em conversar comigo, eu não sinto nada. Até na faculdade, conheço algumas pessoas que tem ou tinham interesse em ficar comigo mas pra mim não era algo recíproco, eu posso até gostar de tal pessoa mas não consigo me relacionar, nem mesmo pra roubar um beijo ou coisa parecida.
E eu sou uma pessoa bastante emotiva, minhas emoções me controlam mais do que eu as controlo, então pode ser que eu me encaixe como um Demisexual. No entanto eu não sei bem o que isso muda na minha vida, não sei se eu deveria me sentir triste ou feliz por haver um significado para o que eu sinto, não sei também como eu posso mudar, crescer. Faz algum sentido isso?
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2020.02.19 17:05 Lava_Jato Tive uma conversa com minha namorada ontem que me deixou... estranho.

Eu e ela estamos juntos há mais de 8 anos. Começamos a morar juntos no último.
Ontem, na terça-feira, ela saiu com o grupo de amigos dela. Eu não tenho problema com isso. Acho que é saudável no relacionamento você ter seu espaço, seus amigos, sua privacidade. Ela chegou tarde e alcoolizada. Tudo bem, eu não faria diferente. Mas eu resolvi perguntar o porquê de quando saímos juntos para o mesmo programa semana passada ela fez questão de ir embora mais cedo porque tinha que trabalhar no dia seguinte. E também porque toda vez que ela sai sem mim, ela costuma voltar bem mais tarde.
Ela me disse que quando eu não estou por perto ela é mais natural. Mais autêntica, Mais "expansiva". Que ela gosta de conversar mais, de conversar com gente diferente. Que sabe que eu não curto ficar puxando papo com desconhecidos atoa.
Eu expliquei que eu tenho ciúme dela. Que entendo ela se sentir mais a vontade sozinha só com os amigos, mas que como homem eu sei que se uma menina bonita num bar começasse a me dar conversa eu imediatamente acreditaria que ela está afim de mim, que tem alguma chance de ficarmos ou coisa assim.
Ela me assegurou que entende, mas que nunca me trairia, que não ficaria com outras pessoas. Que me ama, quer casar comigo e nunca faria nada que pudesse ameaçar o nosso futuro juntos. Porém ela admitiu que gosta da atenção. Que gosta do flerte. Gosta de estar num bar e conversar, ser expansiva, ver pessoas interessadas nela, dando em cima dela.
Eu entendo ela. Eu entendo o hedonismo, o narcisismo moderno, e as pressões que a sociedade faz. O culto a vida de solteiro, as aventuras. Acima de tudo eu entendo a busca por validação. Eu admiti pra ela que sentiria o mesmo, me sentiria "lisonjeado", atrativo, se eu saísse e uma mulher bonita ficasse dando em cima de mim. Não precisa rolar nada. Mas só de saber que você não está "fora de jogo", "castrado" ou é desinteressante. Que você não está num relacionamento porque não sobreviveria a vida de solteiro, mas sim porque escolheu, encontrou alguém que ama e quer ficar junto. É uma massagem no ego. É uma validação moderna. E pra quem está num relacionamento há quase uma década, é legal se sentir desejado.
Ela concordou comigo e eu disse que o problema é que as pessoas muitas vezes não vão querer parar por aí. E ela me assegurou que ela pararia as pessoas uma vez que nosso combinado é não ficar com outras pessoas. Que não achamos que somos o tipo de casal que seria liberal ao ponto de ter um relacionamento aberto ou coisa do tipo e ficaríamos bem com isso. Ela então me disse que concordava comigo e não queria isso, mas que não via problema em dar um beijo em um desconhecido(a) que nunca mais fosse ver. Um ato meramente momentâneo e descartável. Que não faria nem nunca fez isso, porque sabe que eu vejo muito mais significado num beijo do que ela. Que eu não ficaria bem com isso, logo ela não faria.
Eu expliquei que para homens isso tem muito haver com a conquista, a territorialidade. E que isso também afeta mulheres sim. E que não achava legal a ideia de pegando outra pessoa. Ela me parou para dizer que não seria "pegar" de dar uns amassos e coisas assim. Mas só um beijo, e que não via problema se eu nunca fosse saber ou isso voltar pro nosso relacionamento. Mas que ela entendia meu ponto e nunca faria nada disso sem que nós concordássemos. Que a prioridade era nosso relacionamento. Depois disso acabamos fazendo sexo e dormindo de cansaço.
O problema é que hoje de manhã eu acordei e fiquei com esse sentimento estranho. Essa insegurança. O que impediria um beijo de se tornar um amasso ou algo mais? Toda vez que eu falei que não gostava dessa ideia, ela concordava e dizia que nunca fez, mas que não via problema num beijo. Eu comecei a me questionar e questionar os relacionamentos de forma geral. Será que ela já fez e não me contou? Será que é melhor que fique assim do que ser incentivado? Incentivar isso poderia levar a uma escalada na abertura do nosso relacionamento? Eu odiaria beijar ela de manhã imaginando com quem e o que ela estava fazendo na noite anterior. Eu odiaria me sentir "corno" ou ser reconhecido na rua assim. Eu não quero isso. Mas é isso que é um relacionamento? Uma territorialidade? Um compromisso de abstinência dessa exploração sexual, dos impulsos, em prol do casal? Porque a maioria dos relacionamentos abertos acaba? O relacionamento perde o sentido? O que é o casal afinal? É alguém com quem você se junta pra formar uma família e ter uma vida junto? E o casal moderno seria isso mas com cada um virando pra um lado de vez em quando pra procurar o afeto em outros? Devoção não faz mais parte do relacionamento? É antiquado abdicar? A instituição "casal"pouco evoluiu nos últimos séculos, será esse o futuro? Porque eu me sinto inseguro? Ela diz que me ama, que nós acima de tudo, e que nem quer algo tão aberto. Mas não seria um beijo uma porta de entrada? Pra um(a) outro(a) amante te tentar seduzir? Basta um ter alguma fixação e se tornar um stalker? Insistir em querer mais? Ter algum tipo de tesão ou fetiche em roubar o que é de outro? Será que o problema sou eu que não me faço respeitar? Eu sou muito calmo, muito dócil, como outros homens evitam esses problemas? Será que eu preciso ser mais "bravo"? Ameaçar que posso ir embora? Que posso ser perdido? Será qu eo problema é que dou muita confiança? Muita segurança? Quantos homens você teria a liberdade de dizer que gosta de flertar e eles seriam compreensivos? Será que eu deveria ter respondido de forma grosseira e raivosa para de alguma forma reafirmar os limites do nosso relacionamento?
Enfim.. eu não fiquei bem. Mas não fiquei mal. Só fiquei meio "estranho". Precisava desabafar. Aceito opiniões e conselhos.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.09.05 13:36 TaoQingHsu Pusa World-Sounds-Percebendo em Universal Door Chapter

Tradutor no tempo de pós-Qin, China (AD. 344-413): Kumārajīva (que traduziu o referido capítulo de sânscrito para chinês). Tradutor nos tempos modernos (D.2018): Tao Qing Hsu (que traduziu o dito capítulo do chinês para o inglês). Professor, palestrante e escritor para esta escritura: Tao Qing Hsu Naquele momento, Pusa Endless-Meaning levantou-se do assento, descobriu o ombro direito, fechou as palmas das mãos, encarou o Buda e disse que “Honrado pelo Mundo! Por qual causa e condição é a Pusa World-Sounds-Perceiving chamada World-Sounds-Perceiving? O Buda disse ao Pusa Endless-Meaning: "Bom homem! Se houvesse infinitos milhares de seres sencientes afetados por todos os tipos de problemas, eles ouviram Pusa World-Sounds-Percebendo e chamaram seu nome de uma só vez, Pusa World-Sounds- Perceber iria imediatamente perceber os sons e libertar todos eles do sofrimento, se as pessoas recitassem e mantivessem o nome Pusa World-Sounds-Perceiving, supondo que eles entraram em um incêndio, eles não poderiam ser queimados, isso é tudo porque o Pusa é impressionante poder espiritual, se eles estavam se afastando da água, eles chamavam o nome, e eles estariam em um lugar raso.Se os cem trilhões de seres sencientes entrassem no mar, a fim de buscar ouro, prata, vidro, ágata, coral, âmbar, pérola e outros tesouros, e supondo que seu navio foi soprado pelo vento negro e estava flutuando no reino do fantasma de Raksasa, qualquer um deles e até mesmo apenas uma pessoa que recitou o nome de Pusa World-Sounds-Perceber essas pessoas tudo pode ser liberado da aflição no Raksasa. Por causa das causas e condições acima mencionadas, foi chamado World-Sounds-Perceiving ". "Além disso, se as pessoas pudessem ser mortas, eles recitaram o nome da Pusa World-Sounds-Perceiving, a faca segurada seria seriamente quebrada em pedaços, e então eles seriam libertados. Se os três mil e mil grandes países estivessem cheios de Yasha e Raksasa, que queriam incomodar as pessoas, aquelas pessoas ouviram o nome de Pusa World-Sounds-Perceiving, os fantasmas perversos não podiam olhar para aquelas pessoas pelos olhos do mal, muito menos para prejudicá-los. Algemas e algemas, se em culpa ou inocência, recitado e chamado o nome de Pusa World-Sounds-Perceiving, esses grilhões seriam quebrados e ele seria liberado.Se os três mil e mil grandes países estavam cheios de ódio ladrões, um chefe mercante possuía pesados ​​tesouros de todos os mercadores e passava por estradas perigosas, um deles canta: "Todos os homens bons! Não fique apavorado, você deve chamar o nome de Pusa World-Sounds-Perceiving single mindedly. A Pusa pode dar a todos os seres sencientes o destemor. Se você recitou e chamou seu nome, certamente livrará de tais ladrões de ódio. Quando todos os homens de negócios ouviram isso, todos gritaram: “Na Mo Pusa, o Mundo Sons - Percebendo!” Então, eles foram imediatamente libertados por recitar e chamar seu nome. “ "Endless-Meaning! O poder da espantosa espiritualidade do Buddhisattva World-Sounds-Perceber é tão majestoso e elevado como o dito. Se os seres sencientes tinham muito desejo sexual, e então consistentemente recitavam e respeitavam o Pusa World-Sounds-Perceiving, eles Então, se eles tivessem muito ódio, e então repetissem e respeitassem consistentemente a Pusa do Mundo-Percepção dos Sons, eles iriam deixar o ódio, se tivessem muita estupidez e paixão, e então recitassem e respeitassem consistentemente o Pusa. O Mundo-Sons-Percebendo, eles deixariam assim a paixão. ”Endless-Meaning! Pusa World-Sounds-Perceiving tinha um grande poder como esses, e tinha misericórdia e conferia a todos os seres sencientes o grande benefício. recite seu nome em mente. Se houvesse uma mulher que quisesse um menino, adorasse a Pusa World-Sounds-Perceiving e oferecesse algo a ela, um menino teria felicidade e virtude (fortuna e sabedoria); se ela pretendesse ter uma menina, ela teria uma menina bonita e digna que possuía as raízes da virtude plantadas na vida passada e eram consideradas por todas as pessoas. Significado sem fim! Pusa World-Sounds-Perceiving tem esse poder como estes. Se houvesse seres sencientes, que respeitassem e adorassem a Pusa, a sua felicidade acumulada no plantio não seria em vão. Portanto, todos os seres sencientes devem recitar e manter o nome de Pusa World-Sounds-Perceiving ". Se houvesse seres sencientes, que respeitassem e adorassem a Pusa, a sua felicidade acumulada no plantio não seria em vão. Portanto, todos os seres sencientes devem recitar e manter o nome de Pusa World-Sounds-Perceiving. "Endless-Meaning! Se houvesse alguém que recitasse e mantivesse o nome de Pusa no número de 62 bilhões de Ganges, e exaustivamente lhes oferecesse comida, roupa, roupa de cama e remédios, o que você acha? O bom homem ou a boa mulher tem tanto mérito e virtude ou não? " Endless-Meaning disse: "Muitos! Mundo honrou um!" O Buda disse: "Se houvesse uma pessoa que recitasse e aceitasse o nome Pusa World-Sounds-Perceiving, mesmo uma adoração e oferenda de uma só vez, a bem-aventurança das duas pessoas seria exatamente igual, não diferente, e seria infinita nos cem bilhões de miríades de eras. Sem fim - Significado! Recitar e manter o nome de Pusa Mundo-Sons-Percebendo terá tal benefício de imensurável ilimitada felicidade e virtude. " Endless-Meaning disse ao Buddha: "Mundo honrado! Como é que a Pusa World-Sounds-Perceiving faz um tour neste Mundo Saha? Como se fala da lei de Buda para todos os seres sencientes? O que usa o poder da conveniência?" O Buda disse a Pusa Endless-Meaning: "Bom homem! Se seres sencientes em qualquer país devem ser salvos pela forma e pelo corpo de Buda, a Pusa-Sense-Percebida aparecerá na forma e corpo de Buda e falará da lei de Buda Se eles pudessem ser resgatados pela forma e pelo corpo de Pratyeka-Buddha, Pusa apareceria na forma e no corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles: se eles fossem resgatados pela forma e pelo corpo de Sravaka, Pusa apareceria a forma e corpo ditos, e falaria da lei de Buda para eles.Se eles fossem resgatados pela forma e corpo de Brahma King, Pusa apareceria a dita forma e corpo, e falaria a lei de Buda para eles Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo de Sakra, Pusa apareceria a forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles.Se eles fossem resgatados pela forma e corpo de Maheshvara, Pusa apareceria disse forma e corpo, e falar da lei de Buda para eles.Se eles devem ser resgatados pela forma e corpo do grande general do céu, Pusa apareceria a forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo de Vaisravana, Pusa apareceria na forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo do pequeno rei, Pusa apareceria na forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e pelo corpo dos idosos, Pusa apareceria na forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e pelo corpo da Igreja Budista, Pusa apareceria na forma e corpo mencionados, e falaria a lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo do Primeiro Ministro, Pusa apareceria na forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo de Brahman, Pusa apareceria a forma e corpo mencionados, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo do monge budista, monja budista, Upasaka e Upasika, apareceria a dita forma e corpo, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo da mulher que são os idosos ou leigos budistas ou primeiro-ministro ou Brahman, ela imediatamente se transformaria e apareceria na forma e no corpo da mulher, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo de menino ou menina, ele se transformaria e apareceria na forma e no corpo, e falaria da lei de Buda para eles. Se eles deveriam ser resgatados pela forma e corpo do céu ou dragão ou Yaksha ou Gandharva ou Asura ou Garuda ou Rahula ou Kinnara ou humano parecido mas não como humano, ele se transformaria e apareceria na forma e no corpo, e falaria do Buda - decida por eles. Se eles fossem resgatados pela forma e corpo de Vajradhara, ele iria transformar e apresentar a forma e o corpo mencionados, e falar da lei de Buda para eles. "Significado sem fim! O Pusa World-Sounds-Percebendo realiza esse mérito e virtude, por várias formas, percorre todos os países e resgata os seres sencientes. Portanto, você deve oferecer algo para a Pusa World-Sounds-Perceber com a mente única. A percepção pode proporcionar a todos os seres sencientes o medo do medo, da crise e da dificuldade. É assim que neste mundo Saha todos os chamam de doador de destemor (significa que dá a todos os seres sencientes o destemor). Endless-Meaning disse ao Buddha e disse: “Honrado pelo Mundo! Eu deveria oferecer algo para a Pusa World-Sounds-Perceiving agora. ”Então, de seu pescoço, ele desatou todos os colares de jades e pérolas e ouro de mais de mil onças, deu-os à Pusa World-Sounds-Perceiving e disse : "O benevolente! Por favor, aceite tais ofertas da lei de Buda, os tesouros e colares de jades e pérolas. Naquela época, a Pusa World-Sounds-Perceiving não aceitou. Endless-Meaning disse à Pusa World-Sounds-Perceber novamente e disse: “O Benevolente! Para ter pena de nós, por favor, aceite estes colares de jade e pérolas. Na época, o Buda disse à Pusa World-Sounds-Perceiving: “Você deve aceitar os colares de jades e pérolas para ter pena de Pusa Endless-Meaning, as quatro congregações, e céu ou dragão ou Yaksha ou Gandharva ou Asura ou Garuda ou Rahula ou Kinnara ou humano parecido, mas não como humano. ”De uma maneira oportuna, o Pusa World-Sounds-Perceiving aceitou os colares de jades e pérolas para ter pena de todas as quatro congregações, o céu, dragão, humano parecido mas não humano, e assim por diante. . Ele os dividiu em duas partes. Uma parte foi fornecida ao Buda Sakyamuni. A outra parte foi fornecida a muitos tesouros - Buddha Stupa. “Endless-Meaning! A Pusa do Mundo-Percepção dos Sons possui o poder da espiritualidade livre como estes, para percorrer o Mundo Saha. Na época, o Pusa Endless-Meaning usava versos para perguntar e dizer: Honrado pelo Mundo tem a aparência milagrosa. Eu agora pergunto a ele novamente. O discípulo budista é por qual causa e condição, Ser nomeado como World-Sounds-Perceiving. Completamente tendo a aparência milagrosa, O homenageado responde Endless-Meaning por verso. Você ouve o comportamento da World-Sounds-Perceiving. Ele habilmente responde a todos os lugares. Seus vastos votos profundos como o mar Mesmo durante os tempos de eras, é inconcebível. Servindo mais de cem bilhões de Buda, Grandes e puros votos são feitos. Eu te digo em breve. Ao ouvir seu nome e ver sua forma ou corpo, Consciente de seu nome incessantemente, Pode extinguir todo o sofrimento. Se um pensamento surgiu para prejudicar as pessoas E empurre-os para um buraco de fogo grande Para pensar no poder dos sons percebendo, O poço de fogo se transformaria em uma piscina. Ou vagando em um vasto mar, Enfrentando as dificuldades de dragões, peixes e todos os fantasmas, Para pensar no poder dos sons percebendo, A onda não poderia afogá-los. Ou estar no Sumeru, Sendo empurrado por outros e caindo, Para pensar no poder dos sons percebendo, Ele iria morar no céu como o sol. Ou ser perseguido pelas pessoas más Caindo na Montanha Vajra, Para pensar no poder dos sons percebendo, Um único cabelo não pode ser danificado. Ou estar cercado pelos ladrões de ódio, Pode ser ferido por cada faca, Para pensar no poder dos sons percebendo, Todos eles teriam o coração da compaixão. Ou encontrando o sofrimento do problema de um rei, Enfrentando a pena e a vida sendo terminada, Para pensar no poder dos sons percebendo, Cada faca seria seriamente quebrada em pedaços. Ou ser preso e com algemas Mãos e pés sendo algemados Para pensar no poder dos sons percebendo, Todos estão aliviados e seriam libertados. Ou pode ser prejudicado pela maldição e todas as ervas venenosas, Para pensar no poder dos sons percebendo, Tudo de volta para a pessoa auto-má. Ou enfrentando o malvado Raksha, Dragão venenoso, todos os fantasmas e assim por diante Para pensar no poder dos sons percebendo, Eles não ousariam prejudicá-lo. Ou sendo cercado por feras do mal, Sendo assustado por seus dentes afiados e garras, Para pensar no poder dos sons percebendo, Todos os animais correm rapidamente para longe. Ou havia a víbora e o inseto venenoso, O gás tóxico e a fumaça queimada. Para pensar no poder dos sons percebendo, Eles seguiriam os sons e voltariam. Ou nuvem e trovão tamborilando para puxar o relâmpago, Queda de granizo e chuva tempestiva, Para pensar no poder dos sons percebendo, Tudo se dissiparia a tempo. Os seres sencientes estão presos por aflições. Dificuldades ilimitadas oprimem seus corpos. A World-Sounds-Perceiving tem o poder da sabedoria maravilhosa. Isso pode resgatá-los do sofrimento mundano. Está cheio do poder de habilidade notável, Pratica amplamente a conveniência da sabedoria. Todos os países em qualquer lugar, Não há lugar que não apareça. Os vários malvados, Esses são infernos, fantasmas e animais Bem como o sofrimento do nascimento, envelhecimento, doença e morte, Todos são eliminados gradualmente.
Está cheio da verdadeira percepção, O limpo percebendo, A sabedoria ampla percebendo, O simpático percebendo, E a percepção benevolente, Todos os seres sencientes estão dispostos a mostrar sua reverência por isso constantemente. Luz imaculada e limpa, Como o sol da sabedoria Isso rompe toda escuridão, Pode subjugar calamidades de vento ou fogo, E brilhantemente brilhe o mundo universalmente. O preceito do corpo compassivo é como tempestades. A mente benevolente é tão milagrosa quanto as grandes nuvens. O melado da lei de Buda chover no tempo é como a chuva. Isso extingue a chama da aflição. Tendo a luta e ação judicial através do tribunal, Sendo aterrorizado no campo de batalha, Para pensar no poder dos sons percebendo, Todo o ódio se retiraria. Sons maravilhosos é o Mundo-Sons-Percebendo, Como os sons sânscritos e sons da maré, Estando além de todos os sons mundanos, Assim, devemos recitá-lo constantemente. Recitando de novo e de novo e não duvide, World-Sounds-Perceiving é o puro santo. Nas dificuldades do sofrimento, problemas e morte, Pode ser dependido e nos proteger.
Tendo todo o mérito e virtude, Olhando para os seres sencientes com olhos benevolentes, A felicidade acumulada incomensuravelmente como o mar, Portanto, devemos obedecer a isso. Na altura, a Pusa Flatland-Holding levantou-se do banco e disse a Buda: “Honrado pelo Mundo! Se qualquer ser senciente ouviu o comportamento livre do Capítulo Percebendo os Sonhos Mundiais de Pusa, que manifestou o maravilhoso poder da espiritualidade pelo caminho universal da porta, saberemos que essa pessoa não tem menos mérito e virtude. ”Quando o Buda disse o universalmente capítulo da porta, os oito e quatro mil seres sencientes da congregação prometeram ter o coração da sabedoria da igualdade suprema-desperta. Tradução original em inglês: Pusa World-Sounds-Perceiving in Universally Door Chapter
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https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/07/pusa-world-sounds-percebendo-em.html
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2019.07.21 20:54 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Trigésima Sétima Semana

Ansiosa, esperava inquieta a iminente chegada. Fazia um ano que não os via. Já eles nunca assim haviam me visto. Era a primeira vez que nos encontraríamos desde que iniciei a minha transição. Expectativas? Muitas. Medos? Todos. Como seria a sua reação? Tratariam me com amor? Carinho? Respeito? Palavras ditas pelo telefone não carregam o mesmo peso e significado daquelas ditas olho no olho. É fácil fingir aceitação sem ter a linguagem corporal a lhe denunciar. Anos de transfobia velada cobravam seu preço. Mas as pessoas mudam, queria acreditar. Sobretudo quando há amor envolvido.

Precisava conquistar o meu espaço, a minha independência, a minha identidade. E por mais que meu consciente forçosamente calcado na lógica descartasse a necessidade de sua aprovação, minha alma ansiava. Queria muito mostrar o quão feliz estava. O quanto essa mudança salvou a minha vida. Era outra pessoa. Renascida das cinzas de um ser em frangalhos que apenas sobrevivia. Queria que percebessem que pela primeira vez em décadas estava viva. Talvez assim, tocasse seus corações e me amassem como sua filha.

O plano era louco, desvairado, já haviam me alertado. Passar uma semana viajando com meus pais. Visitar a família estendida. Longe de qualquer santuário. Sem nenhuma garantia. Longe daquela que foi o meu alicerce nesses últimos meses. Sozinha nessa imersão de sentimentos. Sujeitando-me a imprevisíveis intempéries. Misgendering e deadnaming eram minhas únicas certezas. Contudo, era o que precisava ser feito. Precisava romper essa última casca. Transpor a barreira que me aterrorizava há pelo menos um ano.

A chegada foi tímida. Sorrisos contidos. Abraços distantes. Almoçamos rapidamente num restaurante perto de casa antes de me juntar a eles e a estrada. O silêncio do almoço foi substituído por conversas amenas para distrair da chatice do trajeto. Mares de morros, desce serra, a baixada e finalmente sobe serra. Aos poucos fui relaxando e eles também. Não se parecia com o fim do mundo. Havia esperança. Como num rito de passagem, retornava à fatídica cidade de meu nascimento incorreto para renascer menina. Talvez fosse por isso que há eras teimava em visitá-la. Precisava fazer do jeito certo. Caminhar por aquelas ruas nevoentas entre canais despida daquela mentira. Livre enfim.

Logo na noite de nossa chegada, encontramos com primos da minha mãe. Cerveja e boa comida regadas a risadas e conversas leves. Nenhuma pergunta constrangedora. Parecia que tudo se passava como nada se passasse. Como se sempre houvesse sido assim. Claro, o nome morto foi invocado erroneamente algumas vezes, mas nada que não passasse de uma lapso mnemônico prontamente corrigido. Uma falha na matriz.

No dia seguinte, antes do almoço na casa da tia-avó, vaguei com meus pais por ruas que o tempo não parecia ter tocado. Eram exatamente como lembrava, apenas me pareciam as distância menores. E com o passeio vieram as memórias e conversas mais significativas. Percebiam minha felicidade reconquistada e a retribuíam. Sorrisos. Abraços. Carinho. Meu pai em toda a sua canhestrice emocional denunciou a luta que trava para aceitar o que o destino me reservou. Não se tratava da questão de aceitar quem eu era. Afinal, de acordo com sua doutrina espírita, espíritos não têm gênero e descem à Terra em todas as formas possíveis. Mas sim, de por que precisava ter sofrido tanto para me encontrar e como ele não percebera essa batalha que silenciosamente perdia.

Nesse clima espiritual, adentrei a Catedral de São Pedro de Alcântara. Lugar onde há 35 anos havia sido batizada. Devolvi o nome que não me representava e neguei os votos que me foram impostos. Livrava-me simultaneamente de dois estigmas que muito me martirizaram. Sem mais nenhuma conexão com a fé que só me ensinou o ódio. Lavei-me de seus pecados e sujeiras. Enfim, podia nascer Gabrielle sem o signo de nenhum deus falso. A única benção que importava era a minha mesma. Eu, deusa de mim.

Da montanha para o mar. Descer a serra para reencontrar outra tia-avó. Tenras lembranças das noites que sonhei em sua casa. Livre do olhar julgador, podia vestir as camisetas que me emprestava para dormir como camisolas. Alheia às questões de gênero que me aguardavam em um futuro não tão distante, podia, sem saber, fingir ser quem um dia me tornaria. A época não entendia o porquê dessa fascinação com esses raros pernoites, só que meus pais custavam a me arrancar desse santuário onde a minha feminilidade começou a florescer. Quase trinta anos depois, ela continuava linda, charmosa e requintada. O mesmo sorriso acolhedor de outrora, apesar das desventuras que a vida lhe pregou.

Também encontrei com a minha madrinha. Talvez a única coisa boa que a igreja me proporcionou. Amiga muito próxima da minha mãe. Fizeram faculdade juntas. Sem saber o futuro que me aguardava, não podiam meus pais ter feito escolha melhor. Não consigo estimar a importância que ela teve no processo de aceitação que minha passou recentemente. Só sei que ela foi crucial. Nada como a vivência de quem passou pela similar situação de aceitar a homossexualidade dos filhos e partilhou da vida de outras pessoas trans. Foi uma noite incrível. Certamente uma das melhores dessas curtas férias. Fazia tempo que não me sentia tão acolhida e à vontade na casa de outrem. Podendo ser eu mesma sem me preocupar com absolutamente nada.

Por dois dias passeie pela famosa praia. Na primeira vez, ainda repleta de vergonha me escondi dos olhares sob as roupas: uma camiseta branca e um shortinho roxo. Conversas com a minha mãe sobre a vida, futuro e passado enquanto vagávamos em direção ao forte. Na privacidade da caminhada, pude finalmente verbalizar algumas das mágoas, frustrações e outras problemáticas de um relacionamento oco. Ela me ouviu. Não gostou, mas concordou. Admitir os problemas é o primeiro passo para resolvê-los. Quem sabe assim possamos enfim criar um vínculo verdadeiro de mãe e filha. No segundo dia, tomada de uma coragem quase sobrenatural, vesti um biquíni e exibi minhas curvas aspirantes. Olhares. Muitos olhares. Não sei se lascivos ou somente curiosos. Certeza apenas, de que muitas mulheres me mediram dos pés à cabeça. Se alguém percebeu minha transexualidade, guardou para si, pois não sofri nenhuma discriminação, nem ouvi qualquer comentário transfóbico. Talvez seja essa apenas a experiência que uma mulher passa toda vez que vai à praia.

Enfim, fazia-se a hora de voltar por alguns dias para casa. Pegar os exames. Marcar a consulta com o endocrinologista. Pegar o RG novo. Contribuir com a minha vivência em gênero e ciência na aula de um amigo querido. Rever a amada. Recarregar um pouco as baterias emocionais, porque na semana seguinte iria fazer compras com a minha mãe. Coisa corriqueira de mãe e filha, mas completamente nova para mim. Experiência aparentemente trivial, mas essencial para quem não a teve no momento certo. Antes tarde do que nunca.

Uma excelente semana a tods! Em breve posto a continuação.

Beijocas,

Gabi
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2019.07.18 19:18 altovaliriano O Clube das Senhoras Mortas

Link: https://bit.ly/2JFSJ6B
Autor: Lauren (autodescrita como "dona de pre-gameofthrones e asoiafuniversity")

“Senhoras morrem ao dar à luz. Ninguém canta canções sobre elas.”
O Clube das Senhoras Mortas é um termo que eu inventei por volta de 2012 para descrever o Panteão de personagens femininas subdesenvolvidas em ASOIAF a partir da geração anterior ao início da história.
É um termo que carrega críticas inerentes a ASOIAF, que esta postagem irá abordar, em um ensaio dividido em nove partes. A primeira, segunda e a terceira parte deste ensaio definem o termo em detalhes. As seções subsequentes examinam como essas mulheres foram descritas e por que este aspecto de ASOIAF merece críticas, explorando a permeabilidade da trope das mães mortas na ficção, o uso excessivo de violência sexual ao descrever estas mulheres e as diferenças da representação do sacrifício masculino versus o sacrifício feminino na narrativa de GRRM.
Para concluir, eu afirmo que a maneira como estas mulheres foram descritas mina a tese de GRRM, e ASOIAF – uma série que eu considero como sendo uma das maiores obras de fantasia moderna – fica mais pobre por causa disso.
*~*~*~*~
PARTE I: O QUE É O CLUBE DAS SENHORAS MORTAS [the Dead Ladies Club]?
Abaixo está uma lista das mulheres que eu pessoalmente incluo no Clube das Senhoras Mortas [ou simplesmente CSM]. Esta lista é flexível, mas é geralmente sobre quem as pessoas estão falando quando falam sobre o CSM [DLC, no original]:
  1. Lyanna Stark
  2. Elia Martell
  3. Ashara Dayne
  4. Rhaella Targaryen
  5. Joanna Lannister
  6. Cassana Estermont
  7. Tysha
  8. Lyarra Stark
  9. A Princesa Sem Nome de Dorne (mãe de Doran, Elia, e Oberyn)
  10. Mãe sem Nome de Brienne
  11. Minisa Whent-Tully
  12. Bethany Ryswell-Bolton
  13. EDIT – A Esposa do Moleiro - GRRM nunca deu nome a ela, porém ela foi estuprada por Roose Bolton e deu à luz a Ramsay
  14. Eu posso estar esquecendo alguém.
A maioria do CSM é composta de mães, mortas antes de a série começar. Deliberadamente, eu uso a palavra "panteão" quando estou descrevendo o CSM, porque, como os deuses da mitologia antiga, estas mulheres normalmente exercem grande influência ao longo da vida de nossos atuais POVs e sua deificação é em grande parte o problema. As mulheres do CSM tendem a ser fortemente romantizadas ou fortemente vilanizadas pelo texto; ou em um pedestal ou de joelhos, para parafrasear Margaret Attwood. As mulheres do CSM são descritas por GRRM como pouco mais do que fantasias masculinas e tropes batidos, definidas quase que exclusivamente por sua beleza e magnetismo (ou falta disso). Elas não têm qualquer voz própria. Muitas vezes elas sequer têm nome. Elas são frequentemente vítimas de violência sexual. Elas são apresentadas com pouca ou nenhuma escolha em suas histórias, algo que eu considero como sendo um lapso particularmente notório quando GRRM diz que são nossas escolhas que nos definem.
O espaço da narrativa que é dado a sua humanidade e sua interioridade (sua vida interior, seus pensamentos e sentimentos, à sua existência como indivíduos) é mínimo ou inexistente, que é uma grande vergonha em uma série que foi feita para celebrar a nossa humanidade comum. Como posso ter fé na tese de ASOIAF, que as vidas das pessoas "tem significado, não sua morte", quando GRRM criou um círculo de mulheres cujo principal, se não único propósito, era morrer?
Eu restringi o Clube das Senhoras Mortas às mulheres de até duas gerações atrás porque a Senhora em questão deve ter alguma conexão imediata com um personagem POV ou um personagem de segundo escalão. Essas mulheres tendem a ser de importância imediata para um personagem POV (mães, avós, etc.), ou no máximo elas estão a um personagem de distância de um personagem POV na história principal (AGOT - ADWD +).
Exemplo #1: Dany (POV) – > Rhaella Targaryen
Exemplo #2: Davos (POV) – > Stannis – > Cassana Estermont
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PARTE II: "E AGORA, DIGA O NOME DELA."
Lyanna Stark, "linda e voluntariosa, e morta antes do tempo". Sabemos pouco sobre Lyanna além de quantos homens a desejaram. Uma figura tipo Helena de Troia, um continente inteiro de homens lutou e morreu porque "Rhaegar amou sua Senhora Lyanna". Ele a amava o suficiente para trancá-la em uma torre, onde ela deu à luz e morreu. Mas quem era ela? Como ela se sentiu sobre qualquer um desses eventos? O que ela queria? Quais eram suas esperanças, seus sonhos? Sobre isto, GRRM permanece em silêncio.
Elia Martell, "gentil e inteligente, com um coração manso e uma sagacidade doce." Apresentada na narrativa como uma mãe e uma irmã morta, uma esposa deficiente que não poderia dar à luz a mais filhos, ela é definida unicamente por suas relações com vários homens, com nenhuma história própria além de seu estupro e assassinato.
Ashara Dayne, a donzela na torre, a mãe de uma filha natimorta, a bela suicida, não temos quaisquer detalhes de sua personalidade, somente que ela foi desejada por Barristan o Ousado e Brandon ou Ned Stark (ou talvez ambos).
Rhaella Targaryen, Rainha dos Sete Reinos por mais de 20 anos. Sabemos que Aerys abusou e estuprou para conceber Daenerys. Sabemos que ela sofreu muitos abortos. Mas o que sabemos sobre ela? O que ela achou do desejo de Aerys de fazer florescer os desertos dorneses? O que ela passou fazendo durante 20 anos quando não estava sendo abusada? Como ela se sentiu quando Aerys mudou a corte de Rochedo Casterly por quase um ano? Não temos respostas para qualquer uma dessas perguntas. Yandel escreveu todo um livro de história de ASOIAF fornecendo muitas informações sobre as personalidades e peculiaridades e medos e desejos de homens como Aerys e Tywin e Rhaegar, então eu conheço quem são esses homens de uma forma que não conheço as mulheres no cânone. Não acho que seja razoável que GRRM deixe a humanidade de Rhaella praticamente em branco quando ele teve todo O Mundo de Gelo e Fogo para detalhar sobre personagens anteriores a saga, e ele poderia facilmente ter escrito uma pequena nota lateral sobre a Rainha Rhaella. Temos uma porção de diários e cartas e coisas sobre os pensamentos e sentimentos de rainhas medievais do mundo real, então por que Yandel (e GRRM) não nos informaram um pouco mais sobre a última rainha Targaryen nos Sete Reinos? Por que nós não temos uma ilustração de Rhaella em TWOIAF?
Joanna Lannister, desejada por ambos um Rei e um Mão do Rei e feita sofrer por isso, ela morreu dando à luz Tyrion. Sabemos do "amor que havia entre" Tywin e Joanna, mas detalhes sobre ela são raros e distantes. Em relação a muitas destas mulheres, as escassas linhas no texto sobre elas deixam frequentemente o leitor a perguntar, "bem, o que exatamente isso que dizer?". O que exatamente significa que Lyanna fosse voluntariosa? O que exatamente significa que Rhaella fosse consciente de seu dever? Joanna não é exceção, com a provocativa (ainda que frustrantemente vaga) observação de GRRM de que Joanna "governava" Tywin em casa. Joanna é meramente um esboço grosseiro no texto, como um reflexo obscuro.
Cassana Estermont. Honestamente eu tentei recordar uma citação sobre Cassana e percebi que não houve qualquer uma. Ela é um amor afogado, a esposa morta, a mãe morta, e não sabemos de mais nada.
Tysha, uma adolescente que foi salva de estupradores, apenas para sofrer estupro coletivo por ordem de Tywin Lannister. O paradeiro dela tornou-se algo como um talismã para Tyrion em ADWD, como se encontrá-la fosse libertá-lo da longa e negra sombra de seu pai morto, mas fora a violência sexual que ela sofreu, não sabemos mais nada sobre essa garota humilde exceto que ela amava um menino considerado pela sociedade westerosi como indigno de ser amado.
Quanto a Lyarra, Minisa, Bethany e as demais, sabemos pouco mais que seus nomes, suas gravidezes e suas mortes, e de algumas não temos sequer nomes.
Eu por vezes incluo Lynesse Hightower e Alannys Greyjoy como membras honorárias, apesar de que, obviamente, elas não estejam mortas.
Eu disse acima que as mulheres do CSM ou são postas em um pedestal ou colocadas de joelhos. Lynesse Hightower se encaixa em ambos os casos: foi-nos apresentada por Jorah como uma história de amor saída direto das canções, e vilanizada como a mulher que deixou Jorah para ser uma concubina em Lys. Nas palavras de Jorah, ele odeia Lynesse, quase tanto quanto a ama. A história de Lynesse é definida por uma porção de tropes batidas; ela é a “Stunningly Beautiful” “Uptown Girl” / “Rich Bitch” “Distracted by the Luxury” até ela perceber que Jorah é “Unable to support a wife”. (Todos estes são explicados no tv tropes se você quiser ler mais.) Lynesse é basicamente uma encarnação da trope gold digger sem qualquer profundidade, sem qualquer subversão, sem aprofundar muito em Lynesse como pessoa. Mesmo que ela ainda esteja viva, mesmo que muitas pessoas ainda vivas conheçam-na e sejam capazes de nos dizer sobre ela como pessoa, elas não o fazem.
Alannys Greyjoy eu inclui pessoalmente no Clube das Senhoras Mortas porque sua personagem se resume a uma “Mother’s Madness” com pouco mais sobre ela, mesmo que, novamente, não esteja morta.
Quando eu incluo Lynesse e Alannys, cada região nos Sete Reinos de GRRM fica com pelo menos uma do CSM. Foi uma coisa que se sobressaiu para mim quando eu estava lendo pela primeira vez – quão distribuídas estão as mães mortas e mulheres descartadas de GRRM, não é só em uma Casa, está em todos os lugares da obra de GRRM.
E quando digo "em toda a obra do GRRM," eu quero dizer em todos os lugares. Mães mortas em segundo plano (normalmente no parto) antes de a história começar é um trope que GRRM usa ao longo de sua carreira, em Sonho Febril, Dreamsongs e Armageddon Rag e em seus roteiros para TV. Demonstra falta de imaginação e preguiça, para dizer o mínimo.
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PARTE III: QUEM NÃO SÃO ELAS?
Mulheres históricas e mortas há muito tempo, como Visenya Targaryen, não estão incluídas no Clube das Senhoras Mortas. Por que, você pergunta?
Se você for até o americano comum na rua, provavelmente será capaz de lhe dizer algo sobre a mãe, a avó, a tia ou alguma outra mulher em suas vidas que seja importante para eles, e você pode ter uma ideia sobre quem eram essas mulheres como pessoas. Mas o americano médio provavelmente não poderá contar muito sobre Martha Washington, que viveu séculos atrás. (Se você não é americano, substitua “Martha Washington” pelo nome da mãe de uma figura política importante que viveu há 300 anos. Sou americana, então este é o exemplo que estou usando. Além disso, eu já posso ouvir os nerds da história protestando - sente-se, você está nitidamente acima da média.).
Da mesma forma, o westerosi médio deve (misoginia à parte) geralmente ser capaz de lhe dizer algo sobre as mulheres importantes em suas vidas. Na história da vida de nosso mundo, reis, senhores e outros nobres compartilharam ou preservaram informações sobre suas esposas, mães, irmãs e outras mulheres, apesar de terem vivido em sociedades medievais extremamente misóginas.
Então, não estou falando “Ah, meus deus, uma mulher morreu, fiquem revoltados”. Não é isso.
Eu geralmente limito o CSM às mulheres que morreram recentemente na história westerosi e que tiveram suas humanidades negadas de uma maneira que seus contemporâneos do sexo masculino não tiveram.
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PARTE IV: POR QUE ISSO IMPORTA?
O Clube da Senhoras Mortas é formado por mulheres de até duas gerações passadas, sobre as quais devemos saber mais, mas não sabemos. Nós sabemos pouco mais além de que elas tiveram filhos e morreram. Eu não conheço essas mulheres, exceto através do fandom transformativo. Eu conheci muito sobre os personagens masculinos pré-série no texto, mas cânone não me dá quase nada sobre essas mulheres.
Para copiar de outra postagem minha sobre essa questão, é como se as Senhoras Mortas existissem na narrativa do GRRM apenas para serem abusadas, estupradas, parir e morrer para mais tarde terem seus semblantes imutáveis moldados em pedra e serem colocadas em pedestais para serem idealizadas. As mulheres do Clube das Senhoras Mortas não têm a mesma caracterização e evolução dos personagens masculinos pré-série.
Pense em Jaime, que, embora não seja um personagem pré-série, é um ótimo exemplo de como o GRRM pode usar a caracterização para brincar com seus leitores. Começamos vendo Jaime como um babaca que empurra crianças de janelas (e não me entenda mal, ele ainda é um babaca que empurra crianças para fora das janelas), mas ele também é muito mais do que isso. Nossa percepção como leitores muda e entendemos que Jaime é bastante complexo, multicamadas e cinza.
Quanto a personagens masculinos mortos pré-série, GRRM ainda consegue fazer coisas interessantes com suas histórias, e transmitir seus desejos, e brincar com as percepções dos leitores. Rhaegar é um excelente exemplo. Os leitores vão da versão de Robert da história, de que Rhaegar era um supervilão sádico, à ideia de que o que quer que tenha acontecido entre Rhaegar e Lyanna não foi tão simples como Robert acreditava, e alguns fãs progrediam ainda mais para essa ideia de que Rhaegar era fortemente motivado por profecias.
Mas nós não temos esse tipo de desenvolvimento de personagens com as Senhoras Mortas. Por exemplo, Elia existe na narrativa para ser estuprada e morrer, e para motivar os desejos de Doran por justiça e vingança, um símbolo da causa dornesa, um lembrete da narrativa de que são os inocentes que mais sofrem no jogo dos tronos. . Mas nós não sabemos quem ela era como pessoa. Nós não sabemos o que ela queria na vida, como ela se sentia, com o que ela sonhava.
Nós não temos caracterização do CSM, nós não temos mudanças na percepção, mal conseguimos qualquer coisa quando se trata dessas mulheres. GRRM não escreve personagens femininas pré-série da mesma maneira que ele escreve personagens masculinos pré-série. Essas mulheres não recebem espaço na narrativa da mesma forma que seus contemporâneos masculinos.
Pensa na Princesa Sem Nome de Dorne, mãe de Doran, Elia e Oberyn. Ela era a única governante feminina de um reino enquanto a geração Rebelião de Robert estava surgindo, e ela também é a única líder de uma grande Casa durante esse período cujo nome não temos.
O Norte? Governado por Rickard Stark. As Terras Fluviais? Governadas por Hoster Tully. As Ilhas de Ferro? Governadas por Quellon Greyjoy. O Vale? Governado por Jon Arryn. As Terras Ocidentais? Governadas por Tywin Lannister. As Terras da Tempestade? Steffon, e depois Robert Baratheon. A Campina? Mace Tyrell. Mas e Dorne? Apenas uma mulher sem nome, ops, quem diabos liga, quem liga, por se importar com um nome, quem precisa de um, não é como se nomes importassem em ASOIAF, né? *sarcasmo*
Não nos deram o nome dela nem em O Mundo de Gelo e Fogo, ainda que a Princesa Sem Nome tenha sido mencionada lá. E essa falta de um nome é muito limitante - é tão difícil discutir a política de um governante e avaliar suas decisões quando o governante nem sequer tem um nome.
Para falar mais sobre o anonimato das mulheres... Tysha não conseguiu um nome até o A Fúria dos Reis. Apesar de terem sido mencionadas nos apêndices do livro 1, nem Joanna nem Rhaella foram nomeadas dentro da história até o A Tormenta de Espadas. A mãe de Ned Stark não tinha um nome até surgir a árvore genealógica no apêndice da TWOIAF. E quando a Princesa Sem Nome de Dorne conseguirá um nome? Quando?
Quando penso nisso, não posso deixar de pensar nesta citação: "Ela odiava o anonimato das mulheres nas histórias, como se elas vivessem e morressem só para que os homens pudessem ter sacadas metafísicas." Muitas vezes essas mulheres existem para promover os personagens masculinos, de uma forma que não se aplica a homens como Rhaegar ou Aerys.
Eu não acho que GRRM esteja deixando de fora ou atrasando esses nomes de propósito. Eu não acho que GRRM está fazendo nada disso deliberadamente. O Clube das Mulheres Mortas, em minha opinião, é o resultado da indiferença, não de maldade.
Mas esses tipos de descuidos, como a princesa de Dorne, que não têm nome, são, em minha opinião, indicativos de uma tendência muito maior - GRRM recusa dar espaço a essas mulheres mortas na narrativa, ao mesmo tempo em que proporciona espaço significativo aos personagens masculinos mortos ou anteriores à série. Esta questão, em minha opinião, é importante para a teoria espacial feminista - ou as maneiras pelas quais as mulheres habitam ou ocupam o espaço (ou são impedidas de fazê-lo). Algumas acadêmicas feministas argumentam que mesmo os “lugares” ou “espaços” conceituais (como uma narrativa ou uma história) influenciam o poder político, a cultura e a experiência social das pessoas. Essa discussão provavelmente está além do escopo desta postagem, mas basicamente argumenta-se que as mulheres e meninas são socializadas para ocupar menos espaço do que os homens em seus arredores. Assim, quando o GRRM recusa o espaço narrativo para as mulheres pré-série de uma forma que ele não faz para os homens pré-série, sinto que ele está jogando a favor de tropes misóginas ao invés de subvertê-las.
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PARTE V: A MORTE DA MÃE
Dado que muitas dos CSM (embora não todas) eram mães, e que muitas morreram no parto, eu quero examinar este fenômeno com mais detalhes, e discutir o que significa para o Clube das Senhoras Mortas.
A cultura popular tende a priorizar a paternidade, marginalizando a maternidade. (Veja a longa história de mães mortas ou ausentes da Disney, storytelling que é meramente uma continuação de uma tradição de conto de fadas muito mais antiga da “aniquilação simbólica” da figura materna.) As plateias são socializadas para ver as mães como “dispensáveis”, enquanto pais são “insubstituíveis”:
Isto é alcançado não apenas removendo a mãe da narrativa e minando sua atividade materna, mas também mostrando obsessivamente sua morte, repetidas vezes. […] A morte da mãe é invocada repetidamente como uma necessidade romântica [...] assim parece ser um reflexo na cultura visual popular matar a mãe. [x]
Para mim, a existência do Clube das Senhoras Mortas está perpetuando a tendência de desvalorizar a maternidade, e ao contrário de tantas outras coisas sobre o ASOIAF, não é original, não é subversivo e não é boa escrita.
Pense em Lyarra Stark. Nas próprias palavras de GRRM, quando perguntado sobre quem era a mãe de Ned Stark e como ela morreu, ele nos diz laconicamente: “Senhora Stark. Ela morreu”. Não sabemos nada sobre Lyarra Stark, além de que ela se casou com seu primo Rickard, deu à luz quatro filhos e morreu durante ou após o nascimento de Benjen. É outro exemplo de indiferença casual e desconsideração do GRRM para com essas mulheres, e isso é muito decepcionante vindo de um autor que é, em diversos aspectos, tão incrível. Se GRRM pode imaginar um mundo tão rico e variado como Westeros, por que é tão comum que quando se trata de parentes femininos de seus personagens, tudo o que GRRM pode imaginar é que eles sofrem e morrem?
Agora, você pode estar dizendo, “morrer no parto é apenas algo que acontece com as mulheres, então qual é o grande problema?”. Claro, as mulheres morriam no parto na Idade Média em percentuais alarmantes. Suponhamos que a medicina westerosi se aproxime da medicina medieval - mesmo se fizermos essa suposição, a taxa em que essas mulheres estão morrendo no parto em Westeros é excessivamente alta em comparação com a verdadeira Idade Média, estatisticamente falando. Mas aqui vai a rasteira: a medicina de Westerosi não é medieval. A medicina de Westerosi é melhor do que a medicina medieval. Parafraseando meu amigo @alamutjones, Westeros tem uma medicina melhor do que a medieval, mas pior do que os resultados medievais quando se trata de mulheres. GRRM está colocando interferindo na balança aqui. E isso demonstra preguiça.
Morte no parto é, por definição, um óbito muito pertencente a um gênero. E é assim que GRRM define essas mulheres - elas deram à luz e elas morreram, e nada mais sobre elas é importante para ele. ("Senhora Stark. Ela morreu.") Claro, há algumas pequenas minúcias que podemos reunir sobre essas mulheres se apertarmos os olhos. Lyanna foi chamada de voluntariosa, e ela teve algum tipo de relacionamento com Rhaegar Targaryen que o júri ainda está na expectativa de conhecer, mas seu consentimento foi duvidoso na melhor das hipóteses. Joanna estava felizmente casada, e ela foi desejada por Aerys Targaryen, e ela pode ou não ter sido estuprada. Rhaella foi definitivamente estuprada para conceber Daenerys, que ela morreu dando à luz.
Por que essas mulheres têm um tratamento de gênero? Por que tantas mães morreram no parto em ASOIAF? Os pais não tendem a ter mortes motivadas por seu gênero em Westeros, então por que a causa da morte não é mais variada para as mulheres?
E por que tantas mulheres em ASOIAF são definidas por sua ausência, como buracos negros, como um espaço negativo na narrativa?
O mesmo não pode ser dito de tantos pais em ASOIAF. Considere Cersei, Jaime e Tyrion, mas cujo pai é uma figura divina em suas vidas, tanto antes como depois de sua morte. Mesmo morto, Tywin ainda governa a vida de seus filhos.
É a relação entre pai e filho (Randyll Tarly, Selwyn Tarth, Rickard Stark, Hoster Tully, etc.) que GRR dá tanto peso em relação ao relacionamento da mãe, com notáveis exceções encontradas em Catelyn Stark e Cersei Lannister. (Embora com Cersei, acho que poderia ser arguir que GRRM não está subvertendo nada - ele está jogando no lado negro da maternidade, e a ideia de que as mães prejudicam seus filhos com sua presença - que é basicamente o outro lado da trope da mãe morta - mas esta postagem já está com um tamanho absurdo e eu não vou entrar nisso aqui.)
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PARTE VI: O CSM E VIOLÊNCIA SEXUAL
Apesar de suas alegações de verossimilhança histórica, GRRM fez Westeros mais misógino do que a verdadeira Idade Média. Tendo em conta que detalhes sobre violência sexual são as principais informações que temos sobre o CSM, por que é necessária tanta violência sexual?
Eu discuto esta questão em profundidade na minha tag #rape culture in Westeros, mas acho que merece ser tocado aqui, pelo menos brevemente.
Garotas como Tysha são definidas pela violência sexual pela qual passaram. Sabemos sobre o estupro coletivo de Tysha no livro 1, mas sequer aprendemos seu nome até o livro 2. Muitas do CSM são vítimas de violência sexual, com pouca ou nenhuma atenção dada a como essa violência as afetou pessoalmente. Mais atenção é dada a como a violência sexual afetou os homens em suas vidas. Com cada novo assédio sexual que Joanna sofreu em razão de Aerys, sabemos que por meio de O Mundo de Gelo e Fogo que Tywin rachou um pouco mais, mas como Joanna se sentiu? Sabemos que Rhaella havia sido abusada a ponto de parecer que uma fera a atacara, e sabemos que Jaime se sentia extremamente conflituoso por causa de seus juramentos da Guarda Real, mas como Rhaella se sentia quando seu agressor era seu irmão-marido? Sabemos mais sobre o abuso que essas mulheres sofreram do que sobre as próprias mulheres. A narrativa objetifica, ao invés de humanizar, o CSM.
Por que os personagens messiânicos de GRRM têm que ser concebidos por meio de estupro? A figura materna sendo estuprada e sacrificada em prol do messias/herói é uma trope de fantasia velha e batida, e GRRM faz isso não uma vez, mas duas (ou possivelmente três) vezes. Sério, GRRM? Sério? GRRM não precisa depender de mães estupradas e mortas como parte de sua história trágica pré-fabricada. GRRM pode fazer melhor que isso, e ele deveria. (Mais debates na minha tag #gender in ASOIAF.)
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PARTE VII: SACRIFÍCIO MASCULINO, SACRIFÍCIO FEMININO E ESCOLHA
Agora, você pode estar se perguntando: "É normal que os personagens masculinos se sacrifiquem, então por que as mulheres não podem se sacrificar em prol do messias? O sacrifício feminino não é subversivo?”
Sacrifício masculino e sacrifício feminino muitas vezes não são os mesmos na cultura popular. Para resumir - os homens se sacrificam, enquanto as mulheres são sacrificadas.
As mulheres que morrem no parto para dar à luz o messias não são a mesma coisa que os personagens masculinos fazendo uma última grande investida com armas em punho para dar ao Herói Messiânico a chance de Fazer A Coisa. Os personagens masculinos que se vão com armas fumegantes em mãos escolhem esse destino; é o resultado final da sua caracterização fazer isso. Pense em Syrio Forel. Ele escolhe se sacrificar para salvar um dos nossos protagonistas.
Mas mulheres como Lyanna, Rhaella e Joanna não tiveram uma escolha, não tiveram nenhum grande momento de vitória existencial que fosse a ápice de seus personagens; eles apenas morreram. Elas sangraram, elas adoeceram, elas foram assassinados - elas-apenas-morreram. Não havia grande escolha para se sacrificar em favor de salvar o mundo, não havia opção de recusar o sacrifício, não havia escolha alguma.
E isso é fundamental. É isso que está no coração de todas as histórias do GRRM: escolha. Como eu disse aqui,
“Escolha […]. Esta é a diferença entre bem e mal, você sabe disso. Agora parece que sou eu que tenho que fazer uma escolha” (Sonho Febril). Nas palavras do próprio GRRM, “Isso é algo que se vê bem em meus livros: Eu acredito em grandes personagens. Todos nós somente capazes de fazer grandes coisas, e de fazer coisas ruins. Nós temos os anjos e os demônios dentro de nós, e nossas vidas são uma sucessão de escolhas.” São as escolhas que machucam, as escolhas em que o bom e o mal são sopesados – essas são as escolhas em que “o coração humano [está] em conflito consigo mesmo”, o que GRRM considera “a única coisa que vale a pena escrever sobre”.
Homens como Aerys, Rhaegar e Tywin fazem escolhas em ASOIAF; mulheres como Rhaella não têm nenhuma escolha na narrativa.
GRRM acha que não vale a pena escrever sobre as histórias do Clube das Senhoras Mortas? Não houve nenhum momento na mente do GRRM em que Rhaella, Elia ou Ashara se sentiram em conflito em seus corações, em nenhum momento eles sentiram suas lealdades divididas? Como Lynesse se sentiu escolhendo concubinato? E sobre Tysha, que amou um garoto Lannister, mas sofreu estupro coletivo nas mãos da Casa Lannister? Como ela se sentiu?
Seria muito diferente se soubéssemos sobre as escolhas que Lyanna, Rhaella e Elia fizeram. (O Fandom frequentemente especula sobre se, por exemplo, Lyanna escolheu ir com Rhaegar, mas o texto permanece em silêncio sobre este assunto mesmo em A Dança dos Dragões. GRRM permanece em silêncio sobre as escolhas dessas mulheres.)
Seria diferente se o GRRM explorasse seus corações em conflito, mas não ficamos sabendo de nada sobre isso. Seria subversivo se essas mulheres escolhessem ativamente se sacrificar, mas não o fizeram.
Dany provavelmente está sendo criada como uma mulher que ativamente escolhe se sacrificar para salvar o mundo, e acho isso subversivo, um esforço valoroso e louvável da parte da GRRM lidar com essa dicotomia entre o sacrifício masculino e o sacrifício feminino. Mas eu não acho que isso compensa todas essas mulheres mortas sacrificadas no parto sem escolha.
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PARTE VIII: CONCLUSÕES
Espero que este post sirva como uma definição funcional do Clube das Senhoras Mortas, um termo que, pelo menos para mim, carrega muitas críticas ao modo como a GRRM lida com essas personagens femininas. O termo engloba a falta de voz dessas mulheres, o abuso excessivo e fortemente ligado ao gênero que sofreram e sua falta de caracterização e arbítrio.
GRRM chama seus personagens de seus filhos. Eu me sinto como essas mulheres mortas - as mães, as esposas, as irmãs - eu sinto como se essas mulheres fossem crianças natimortas de GRRM, sem nada a não ser um nome em uma certidão de nascimento, e muito potencial perdido, e um buraco onde já houve um coração na história de outra pessoa. Desde os meus primeiros dias no tumblr, eu queria dar voz a essas mulheres sem voz. Muitas vezes elas foram esquecidas, e eu não queria que elas fossem.
Porque se elas fossem esquecidas - se tudo o que havia para elas era morrer - como eu poderia acreditar em ASOIAF?
Como posso acreditar que “a vida dos homens tem significado, não sua morte” se GRRM criou este grupo de mulheres meramente para ser sacrificado? Sacrificado por profecia, ou pela dor de outra pessoa, ou simplesmente pela tragédia em tudo isso?
Como posso acreditar em todas as coisas que a ASOIAF representa? Eu sei que GRRM faz um ótimo trabalho com Sansa, Arya e Dany e todos os outros POVs femininos, e eu o admiro por isso.
Mas quando a ASOIAF pergunta, “o que é a vida de um garoto bastardo perante um reino?” Qual é o valor de uma vida, quando comparada a tanta coisa? E Davos responde, suavemente, “Tudo”… Quando ASOIAF diz que… quando a ASOIAF diz que uma vida vale tudo, como as pessoas podem me dizer que essas mulheres não importam?
Como posso acreditar em ASOIAF como uma celebração à humanidade, quando a GRRM desumaniza e objetifica essas mulheres?
O tratamento dessas mulheres enfraquece a tese central da ASOIAF, e não precisava ser assim. GRRM é melhor do que isso. Ele pode fazer melhor.
Eu quero estar errada sobre tudo isso. Eu quero que GRRM nos conte em Os Ventos do Inverno tudo sobre as escolhas de Lyanna, e eu quero aprender o nome da Princesa Sem Nome, e eu quero saber que três mulheres não foram estupradas para cumprir uma profecia da GRRM. Eu quero que GRRM sopre vida dentro delas, porque eu o considero o melhor escritor de fantasia vivo.
Mas eu não sei se ele fará isso. O melhor que posso dizer é eu quero acreditar.
[...]
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2019.03.21 13:21 MermaidHallucination Sob quais circunstâncias uma mulher pode trabalhar?

Pergunta:
Eu sou uma menina de 20 anos de idade estudando engenharia. Eu trabalho durante o verão em uma loja; a fim de pagar minhas taxas de faculdade, eu sou pecador? Eu uso niqab e às vezes sinto que nenhum homem religioso me propõe por esse motivo.
Resposta:
Louvado seja Allah.
Primeiramente:
O princípio básico é que a mulher deve permanecer em casa e não sair, a não ser para os fins necessários. Allah diz (interpretação do significado):
“E hospedem-se em suas casas e não se mostrem como os tempos da ignorância”
[al-Ahzaab 33:33].
Embora isso seja endereçado às esposas do Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), também se aplica às mulheres crentes. É apenas dirigido para as esposas do Profeta (paz e bênçãos de Allah estejam com ele) por causa de sua honra e status com o Mensageiro de Allah (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), e porque eles são exemplos para o crente mulheres.
O Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A mulher é 'awrah', e se ela sai, Satã levanta suas esperanças (de desencaminhar). Ela nunca está mais perto de Allah do que quando ela fica em casa ”. Narrado por Ibn Hibbaan e Ibn Khuzaymah; classificadas como saheeh por al-Albaani em al-Silsilah al-Shaheehah, no. 2688
E ele (paz e bênçãos de Allah estejam com ele) disse a respeito da oração de uma mulher na mesquita: “Suas casas são melhores para elas”. Narrado por Abu Dawood (567) e classificado como saheeh por al-Albaani em Saheeh Abi Dawood.
Para mais informações, consulte a resposta à pergunta no. 6742
Em segundo lugar:
É permitido que uma mulher saia de casa para trabalhar, mas isso está sujeito a certas condições. Se elas forem atendidos, é permitido que ela saia. Eles são:
-Que ela precisa trabalhar para adquirir o dinheiro que precisa, como no seu caso.
O trabalho deve ser adequado à natureza da mulher, como medicina, enfermagem, ensino, costura e assim por diante.
-O trabalho deve ser em um lugar que é apenas para mulheres, e não deve haver mistura com homens não-mahram.
Enquanto estiver no trabalho, ela deve observar o shari hijab completo.
O seu trabalho não deve levá-la a viajar sem um mahram.
-Ela sair para o trabalho não deve envolver cometer qualquer ação de haraam, como estar sozinho com o motorista, ou usar perfume onde não-mahrams podem sentir o cheiro.
-Isso não deve levá-la a negligenciar as coisas que são mais essenciais para ela, como cuidar de sua casa, marido e filhos.
Shaykh Muhammad ibn Saalih al-'Uthaymeen disse: O campo em que uma mulher trabalha deve ser apenas para mulheres, como se ela trabalha no ensino de meninas, seja em administração ou suporte técnico, ou trabalha em casa como uma costureira costurando roupas para mulheres e assim por diante. Quanto a trabalhar em campos que são para homens, isso não é permissível para ela porque requer que ela se misture com os homens, o que é uma grande fitna (fonte de tentação e problemas) e deve ser evitada. Deve-se notar que está provado que o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Eu não deixei para trás nenhuma fitna que seja mais prejudicial aos homens do que às mulheres; o fitnah dos Filhos de Israel tinha a ver com as mulheres ”. Assim, o homem deveria manter sua família longe de lugares de fitnah e suas causas em todas as circunstâncias. Citação final.
Fataawa al-Mar'ah al-Muslimah (2/981)
Se essas condições forem satisfeitas em seu trabalho, então não há nada de errado com você fazendo isso, in sha Allah.
Pedimos a Allah que lhe conceda um marido justo, pois Ele é capaz de fazer isso.
E Allah sabe melhor.
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2015.12.19 16:39 redpill-visceral Não banque o herói e não se envergonhe disso

Quando nos deparamos com uma situação de risco vivenciada por terceiros é natural que surja um instinto protetivo, um impulso que nos dá coragem quase que sobrenatural e nos leva, muitas vezes, ao próprio sacrifício em razão de outrem.
Esse instinto não é completamente natural, ele foi moldado em nós culturalmente, através de histórias infantis, contos de grandes heróis, exemplos reais, familiares, lições de moral, filmes, seriados, novelas, Marvel, DC etc.
Salvar alguém, qualquer pessoa que seja, dá muita aprovação social, as pessoas se sentem superiores, heroicas, como se de repente, sua vida miserável tenha ganhado algum significado.
Os exemplos são infinitos, basta fazer uma varredura mental no seu passado para identificar esse tipo de influência e em especial, o foco dado ao tipo das vítimas, que são especialmente crianças e mulheres. Nada contra as crianças, vamos falar das mulheres.
Salvar uma mulher é muito mais heroico do que salvar um homem, especialmente se houver sacrifício. A situação é louvável socialmente, a pessoa se torna um herói, escrevem-se histórias, notícias, aqueles 5 minutos de fama que muita gente espera a vida toda.
Quando uma mulher está em uma situação de risco, o herói passa a aceitar um sacrifício muito maior para salva-la do que se fosse um camarada homem. Muitas vezes o herói aceita até mesmo o próprio sacrifício em detrimento da mulher, o que não faria se fosse um homem.
Vou exemplificar, supondo que antes de agir, cada herói faça uma rápida conta mental, sopesando o risco corrido pela vítima e o nível de sacrifício que deveria ser tomado.
Por exemplo, para um adulto salvar uma criança de dois anos de um afogamento, em uma piscina rasa, basta pular na piscina e erguer a criança. O risco para a vítima seria 10 e o sacrifício para o herói, praticamente 0. Teríamos uma proporção 10/0. Agora, para salvar uma mulher em um rio revolto, no meio de uma tempestade, sem nenhum equipamento ou preparo, o risco seria 10/10, a chance do nosso herói se afogar é tão grande quanto o risco da vítima.
Mesmo assim, sabendo de todos os riscos, o herói se coloca em uma posição de risco, sai do nível 0 para no nível 10, muitas vezes sem perspectiva de sucesso, apenas sabendo que se tornará mais um corpo.
Outras vezes transferindo o risco da vítima para si mesmo, como o garoto de 15 anos que salvou 3 meninas de um tiroteio nos EUA e foi a inspiração para criar este post: https://archive.is/rmvDA. Por sorte ele teve êxito, mas poderia ser só mais um corpo no meio das outras vítimas.
Agora pare um minuto e pense, para que se sacrificar desta forma? Por uma, duas ou mesmo três mulheres? Por uma aclamação heróica post mortem? Uma medalha virtual por heroísmo? Por uma aprovação social? Por aquele velho papo, tenho que ter histórias para contar para meus netos. Por uma lápide bonita? Aqui jaz um grande herói que ninguém se importa.
Um monte de merda insignificante, você vai estar morto de qualquer forma, ninguém se importa. A vida dos outros continua e a sua, já era. Especialmente para mulheres que não irão reconhecer seus esforços.
Como o exemplo do morador de rua, Francisco Erasmo Rodrigues de Lima, que salvou a mulher na frente da igreja da Sé, https://archive.is/XM2dU. Morto, para ajudar uma mulher desconhecida, por absolutamente nada, por uma pessoa que não teve dignidade de comparecer no seu enterro. https://archive.is/8ERcP.
Lembre-se que uma mulher jamais se sacrificaria por um homem, jamais. A história está repleta de sacrifícios de homens por mulheres, mas mulheres por homens, pouquíssimas. A hierarquia se sobrepõe a tudo: Crianças -> Mulheres -> Homens. Somos descartáveis, mas não se descarte, isso é tudo.
Quando estiver diante de uma situação de risco, aja racionalmente, pese completamente todos os fatores de risco, exclua a situação pessoal da vítima da equação. Não importa se é homem, mulher ou até mesmo criança, se o sacrifício for baixo, se o resgate for tranquilo é possível auxiliar, caso contrário, não se sacrifique, valorize sua vida, pois mais ninguém irá.
Envergonhar o homem é uma tática muito disseminada socialmente, se você não toma uma ação é chamado de medroso, cagão, viado, enfim, a sensação de culpa causada pode ser devastadora para as mentes mais fracas.
Além da culpa por não ajudar, há também a culpa para ser ajudado, pois é vergonhoso para um homem pedir ajuda ou ser salvo, mesmo em situações de risco.
Por outro lado, as mulheres ficam no canto, berrando e esperneando sem fazer porra nenhuma, mesmo quando as vítimas são seus maridos ou até mesmo filhos, totalmente sem iniciativa e esperando por algum herói aparecer para correr os riscos.
Não há razão para ser herói, você não precisa provar nada a ninguém, nem a si mesmo, não se culpe por algo que está fora do seu controle, algo que você não criou, não foi você que gerou a situação de risco, não foi você que se colocou na situação de risco, não há motivos para se importar.
Portanto, meus amigos MGTOW, não se sacrifiquem, tenham conhecimento da situação, se você não tem treinamento de como resgatar alguém num incêndio (ex. Boate Kiss) não façam nada, se você não sabe nadar, não pule para salvar ninguém se afogando, equacione, seja racional, não se sacrifique por uma mulher.
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